Bicicleta elétrica ‘bomba’ no Brasil em 2021, com vendas recordes

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A venda de bicicletas elétricas bateu recorde no Brasil em 2021, mesmo o ano ainda não ter terminado, de acordo com levantamento do g1, o portal de notícias da Globo e dados da Aliança Bike, a Associação Brasileira do Setor de Bicicletas.

De acordo com eles, de janeiro a outubro, foram comercializadas 35.722 bicicletas elétricas, número bem maior que as vendas de 2020 inteiro, quando foram vendidas 32.110 unidades.

A expectativa é que 2021 termine com 43 mil bicicletas elétricas vendidas, um aumento de 34% sobre 2020. De acordo com a associação, a maior parte do crescimento do setor ocorre de forma orgânica. “A bicicleta elétrica vem vencendo a desinformação, e mais empresas estão ofertando modelos”, explica Daniel Guth, diretor executivo da Aliança Bike.

Alta da gasolina pode ser um dos fatores

Todo dia temos notícias de mais um aumento no preço dos combustíveis, principalmente da gasolina que, em alguns estados, já se aproxima de R$ 8 reais o litro.

Com isso, muitos podem estar trocando o carro por moto, bicicleta convencional e bicicleta elétrica, que é um modelo que permite um deslocamento maior sem exigir tanto do corpo, pois conta com um motor elétrico que ajuda nas subidas íngremes.

Apesar de mencionarmos a alta da gasolina (que pode ser um dos fatores para o aumento na venda das e-bikes), o diretor da Aliança Bike diz que ainda não podemos fazer essa ligação.

“Não é possível afirmar que a alta do preço dos combustíveis tenha influência nas vendas de bicicletas elétricas. Primeiro, por ser um fenômeno ainda recente. E depois, pesquisas indicam que razões econômicas impactam menos do que outras, considerando a atual migração do automóvel para a bike elétrica, por exemplo. Isso considerando o cenário em que as bikes elétricas ainda são sobretaxadas e, portanto, são pouco acessíveis à maior parcela da população”, explica Daniel Guth, diretor executivo da Aliança Bike.

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Bicicleta elétrica x ciclomotor

Lembramos que a bicicleta elétrica, para usufruir dos mesmos ‘benefícios’ de uma bicicleta convencional (como trafegar por ciclovias, ciclo faixas, etc), não pode ter acelerador, ela precisa ter um motor apenas de assistência (auxiliar), ou seja, você precisa pedalar. Além disso a potência e a velocidade máxima são limitadas.

Se tiver acelerador, motor com potência máxima de 4 kW e velocidade máxima de 50 km/h, ela deixa de ser considerada bicicleta elétrica e passa a ser um ciclomotor, exigindo emplacamento e carteira de habilitação específica, de acordo com a resolução do CONTRAN Nº 842 de 8 de abril de 2021.

Enfim, o crescimento da venda de bicicletas elétricas é animador, mas precisamos de políticas públicas e redução dos impostos sobre os produtos para que uma parcela maior da população possa adquiri-la e utilizá-la, não só como lazer, mas como meio de transporte limpo e sustentável.

fotos: divulgação

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Marcelo Souza

Autor, Editor e Administrador do site Moto Elétrica Brasil, formado em Ciências Contábeis, apaixonado por motos tradicionais e elétricas, bicicletas e tecnologia.

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